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Wi-Fi 6: entenda quais são os impactos para os provedores

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16 minutos para ler

O Wi-Fi 6, anunciado em 2019, corresponde à sexta geração de conexões de internet sem fio. Ele surgiu para simplificar o sistema de letras que existia anteriormente e representa um grande salto em comparação ao Wi-Fi 5 e às versões anteriores.

Esse novo padrão oferece vantagens que vão além do aumento da velocidade de conexão e do número maior de dispositivos conectados de forma simultânea. Por isso, é importante conhecê-lo a fundo para saber quais são os seus impactos para os provedores e se vale a pena ou não investir nessa nova tecnologia para garantir melhores resultados e para fazer a prospecção de clientes.

Como as pessoas estão cada vez mais conectadas e buscam formas de facilitar o seu dia a dia, a tendência é a de que essa tecnologia seja popularizada nos próximos anos. Dessa forma, os provedores de internet devem ficar atentos para acompanhar essas mudanças.

Por esse motivo, preparamos este artigo para que você entenda o conceito e como surgiu esse novo padrão do Wi-Fi. Além disso, apresentaremos algumas das suas principais vantagens e como você deve se preparar para mais esse avanço tecnológico. Ficou curioso para saber mais sobre o assunto? Então, é só continuar a leitura!

Como foi a transição da conexão cabeada para a sem fio?

Nos anos 2000, surgiram os primeiros espaços públicos que ofereciam acesso à internet sem fio para os usuários. Esses locais eram chamados de hotspots e permitiam que todas as pessoas que tivessem um dispositivo compatível tivessem acesso à rede wireless.

Seguindo essa tendência, uma grande rede norte-americana fez a instalação de vários hotspots em seus estabelecimentos. Com isso, esse padrão passou a se popularizar em vários locais como restaurantes, instituições de ensino, bares, hospitais, bibliotecas etc.

Além disso, os smartphones se tornaram cada vez mais presentes na vida da população. Como esses aparelhos são compatíveis com o Wi-Fi, essa tendência popularizou a internet sem fio  ainda mais, o que fez com que ela alcançasse o nível de importância que vemos atualmente.

Quando a internet sem fio chegou ao Brasil?

Em 2008, após cerca de dez anos da criação do Wi-Fi, essa tecnologia chegou ao país. A sua popularização ocorreu na medida em que os dispositivos com o sistema Android passaram a ser amplamente utilizados no Brasil. Com isso, os se tornaram indispensáveis para que os usuários pudessem utilizar o Wi-Fi e ter acesso à internet.

Hoje é impossível pensar no dia a dia das pessoas sem a existência da internet sem fio, não é mesmo? Afinal, ela está presente nas residências, nos estabelecimentos comerciais, nas empresas e é essencial para a concretização de vários tipos de negócio e em transações.

Como foi a evolução do Wi-Fi?

O Wi-Fi é a abreviação do termo Wireless Fidelity, que em português significa fidelidade sem fio. Ele se refere a uma conexão wireless de internet do tipo Wireless Local Area Network (WLAN), de padrão IEEE 802.11, em que a comunicação é realizada sem cabos e a transmissão de dados é feita por meio de ondas de rádio e infravermelho.

Nos últimos vinte anos, o Wi-Fi passou por um processo de evolução até chegar aos padrões mais utilizados nos dias atuais. Com o passar do tempo, a conexão e o seu algoritmo se tornaram cada vez maiores, o que fez com que a taxa de frequência e a troca de dados também aumentassem. A seguir, apresentamos um breve resumo das principais versões do Wi-FI. Acompanhe!

802.11

Essa nomenclatura, utilizada inicialmente para as conexões sem fio, foi desenvolvida pelo Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) em 1997. O seu surgimento representou uma grande inovação na época, apesar de apresentar uma taxa de transferência muito baixa, correspondente a cerca de 2MB/s. Como esse limite era muito baixo, esse padrão não foi popularizado e deu espaço para novas versões de internet sem fio.

802.11b

Essa versão foi criada em 1999 e marcou a primeira mudança no algoritmo. Com essa alteração, ele passou a operar com uma troca de dados maior, atingindo uma velocidade de 11 Mbps, algo considerado surpreendente para o período. Além disso, a frequência utilizada era de 2,4 GHz.

802.11a

Essa versão foi lançada em 1999, juntamente ao padrão B. No entanto, não se popularizou entre os usuários comuns devido ao seu custo muito elevado. Ela conseguia alcançar a velocidade de 54 Mbps e atuava em frequências próximas de 5 GHz.

802.11g

Esse padrão, lançado em 2003, foi criado a partir da junção das melhores características das versões anteriores do Wi-Fi. Com isso, os dados passaram a ser transferidos em uma velocidade de 54 Mbps, com a utilização de frequências próximas a 2,4 GHz. Cabe destacar que esse novo padrão era retrocompatível com as versões anteriores. Mas o que isso quer dizer? Que os aparelhos lançados com essa tecnologia podiam acessar as redes antigas e vice-versa. Interessante, não?

Com o aumento da demanda por conexões sem fio, essas tecnologias deram lugar aos novos padrões Wi-Fi disponíveis atualmente no mercado. Acompanhe!

Wi-Fi 4

O Wi-Fi 4, também conhecido como 802.11n, surgiu em 2009. Essa versão é fundamentada em um projeto denominado de MIMO (Multiple Input Multiple Output), que faz várias conexões de entrada e saída com o objetivo de melhorar a abrangência do sinal e as taxas de transferência.

Algumas das suas principais características são:

  • velocidade de 150 Mbps a 300 Mbps;
  • frequência de 2,4 GHz;
  • eficiência elevada;
  • possibilidade de utilizar mais de uma antena no roteador para aumentar a capacidade de tráfego e melhorar o sinal.

Wi-Fi 5

O Wi-Fi 5, também conhecido como 802.11ac, surgiu em 2013. Algumas das suas principais características são:

  • velocidade de 867 Mbps ou mais, na frequência de 5 GHz;
  • velocidade de até 3,5 Gbps na modalidade dual band;
  • operação em frequências de 2,4 GHz e 5 GHz;
  • eficiência elevada;

Wi-Fi 6

O Wi-Fi 6, também conhecido como 802.11ax, surgiu em 2019. Algumas das suas características são:

  • velocidade de até 9,6 Gbps;
  • operação em frequências de 2,4 GHz e 5 GHz;
  • capacidade maior de conexão com dispositivos;
  • eficiência elevada.

Nos tópicos seguintes, faremos uma abordagem mais abrangente sobre essa versão mais recente das conexões sem fio e apresentaremos brevemente algumas das suas diferenças em relação à versão estendida.

O que é o Wi-Fi 6?

O Wi-Fi 6 foi anunciado pela Wi-Fi Alliance em 2019. Ele é a versão mais atualizada do Wi-Fi e apresenta uma nomenclatura totalmente diferente das anteriores, que era baseada em números. Com essa mudança, é possível que os usuários consigam perceber com facilidade quais são os tipos de dispositivos que estão sendo utilizados. Afinal, é mais fácil lembrar dessa denominação do que a de um conjunto de números, não é mesmo?

Essa nova versão do Wi-Fi foi lançada com a promessa de oferecer uma performance melhor e mais eficiente que a versão anterior. Além disso, conta com alguns recursos que viabilizam a redução do consumo de energia nos celulares e o combate às interferências que podem ocorrer na rede.

Com isso, você já consegue perceber os ganhos que os usuários têm ao investir nessa tecnologia, certo? Para que você possa entender melhor esse avanço, no tópico seguinte apresentaremos algumas das duas principais diferenças em relação ao Wi-Fi 5.

Quais são as suas diferenças em relação ao Wi-Fi 5?

Veja, a seguir, as principais diferenças do Wi-Fi 6 em relação ao padrão anterior.

Faixa de frequência

As bandas de frequência das duas versões são diferentes. Enquanto o Wi-Fi 5 utiliza a banda de 5 GHz para a transmissão de dados, o Wi-Fi 6 usa bandas de 2,4 GHz a 5 GHz. Portanto, a nova versão suporta uma taxa de transferência melhor.

Taxa máxima de dados

A taxa máxima de dados do Wi-Fi 5 é equivalente a cerca de 6,9 Gbps e os usuários só podem alcançá-la em circunstâncias consideradas ideais. Já a meta para o Wi-Fi 6 é de 9,6 Gbps e é muito possível que ele alcance ou chegue perto desse objetivo.

MU-MIMO

Enquanto o Wi-Fi 5 utiliza o MU-MIMO de downlink, o Wi-Fi 6 usa o MU-MIMO bidirecional. Dessa forma, a versão mais recente permite que vários usuários consigam carregar e baixar dados simultaneamente, enquanto a sua antecessora não.

Fluxos espaciais de AP

Os fluxos espaciais correspondem a vários sinais multiplexados transmitidos pelas antenas em apenas um canal nos ambientes MIMO. A versão Wi-Fi 5 pode oferecer de maneira consistente quatro fluxos espaciais e tem o potencial de atingir até 8. Já o Wi-Fi 6 oferece oito fluxos espaciais, o que faz com que alcance velocidades maiores que a versão anterior.

Capacidade AP

O Wi-Fi 6 tem um recurso conhecido como Acesso Múltiplo por Divisão de Frequência Ortogonal (OFDMA). Ele é uma forma de OFDM da versão anterior, que realiza a decodificação das informações em várias frequências de operadora com o objetivo de diminuir as interferências de canais.

Com o OFDMA, esses recursos são aprimorados, o que faz com que os pontos de acesso do Wi-Fi 6 possam ser conectados a vários clientes de maneira simultânea. Além disso, esses pontos se tornam mais eficientes e viabilizam tempos de resposta de solicitação rápidos e simultâneos.

Em resumo, a grande vantagem do Wi-Fi 6 em relação à versão anterior é a utilização das tecnologias OFDMA e Target Wake Time (TWT), que falaremos adiante.

Quais são as vantagens do Wi-Fi 6?

O Wi-Fi 6 apresenta inúmeras vantagens quando comparado às versões anteriores. A seguir, apresentamos as principais. Acompanhe!

Velocidade

Uma das principais vantagens do Wi-Fi 6 é a rapidez na conexão. O esperado é que essa versão apresente uma velocidade 40% maior quando comparada com a anterior, o Wi-Fi 5. 

Número de dispositivos conectados

Um dos principais focos do Wi-Fi 6 é garantir que vários aparelhos estejam conectados a uma mesma rede, com o menor nível de interferência possível. Isso só é observado devido à implementação de uma tecnologia chamada Orthogonal Frequency Division Multiple Access. Ela consegue fazer a classificação de um canal sem fio em vários subcanais que podem transportar dados para dispositivos distintos.

Segurança

O Wi-Fi 6 oferece um nível de segurança maior que o observado na versão anterior. Isso ocorre porque os roteadores devem oferecer suporte à criptografia WPA3 para serem comercializados. Com isso, é mais difícil que esses aparelhos sejam hackeados.

Economia de energia

O Wi-Fi 6 tem um recurso denominado Target Wake Time (TWT). Ele permite que as baterias dos dispositivos conectados à rede tenham maior duração. Isso ocorre porque o TWT tem a capacidade de fazer a suspensão ou ativação do recebimento de dados do Wi-Fi. Com isso, se tem uma economia de energia, já que o período em que o transmissor é suspenso pode ser maior que o tempo que ele permanece ativado.

Redução do congestionamento da rede

Como o Wi-Fi 6 conta com o recurso OFDMA, é possível que um canal sem fio divida-se em vários subcanais, que podem ser utilizados para fazer o transporte dos dados para dispositivos distintos. Com isso, um único ponto de acesso tem a capacidade de se conectar a vários dispositivos de maneira simultânea, o que contribui para a redução do congestionamento da rede.

Largura do canal

Com essa nova tecnologia, a largura do canal apresentou uma expansão de 80 MHz para 160 MHz. Isso permite um tráfego maior de dados pela faixa.

Quais dispositivos oferecem Wi-Fi 6?

Essa versão do Wi-Fi ainda é muito recente, da mesma forma que o 5G. Portanto, para que seja utilizada, os dispositivos devem ter essa tecnologia embarcada. Para isso, as fabricantes de aparelhos devem adicionar os componentes de hardware necessários para oferecê-la ao público. Apenas dessa forma é que o sinal do roteador Wi-Fi 6 é reconhecido, possibilitando a transmissão de dados.

Os requisitos de hardware que devem constar nos dispositivos são:

  • MU-MIMO (Multi-Usuário, Entrada Múltipla, Saída Múltipla): essa tecnologia permite que o roteador se comunique com vários dispositivos simultaneamente. Ela já é encontrada em alguns dos roteadores e dispositivos mais modernos;
  • OFDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Frequência Ortogonal): essa tecnologia permite a transmissão de dados para vários dispositivos de uma vez só.

Atualmente, já existem no mercado alguns dispositivos compatíveis com o Wi-Fi 6. No entanto, o preço desses produtos ainda é muito elevado no Brasil, impedindo sua popularização. Alguns aparelhos disponíveis são:

A tendência é que o número de aparelhos que oferecem essa tecnologia aumente com o passar dos anos. Além disso, é importante destacar que os produtos lançados a partir do surgimento do Wi-Fi 6 devem passar por alguns testes para garantir a sua compatibilidade com esse novo padrão. Afinal, é assim que ocorre a transição de uma tecnologia para outra.

Qual a diferença entre Wi-Fi 6 e Wi-Fi 6E?

O Wi-Fi 6E é uma versão estendida do Wi-Fi 6, tanto que a nomenclatura técnica de ambas é a mesma (802.11ax). A novidade trazida por ela é que as redes wireless compatíveis podem funcionar no modo tri-band, diferentemente do dual band utilizado no Wi-Fi 6.

Dessa forma, podem ser encontrados dispositivos que utilizam frequências de 2,4 e 6 GHz simultaneamente. Com isso, é possível garantir que os dispositivos que estejam perto do roteador wireless operem com altas velocidades.

Como utilizar o Wi-Fi 6?

Para utilizar essa tecnologia, é preciso que os usuários realizem investimentos em aparelhos que sejam compatíveis. Porém, apesar de já existirem vários dispositivos que oferecem suporte para essa nova versão do Wi-Fi, a mudança será percebida pelos usuários apenas de modo gradual.

É importante que você comece a investir em roteadores com essa nova tecnologia para oferecer uma conexão melhor aos usuários e, também, para se destacar diante dos seus concorrentes.

O que essa tecnologia tem a oferecer para os smartphones?

Para aqueles que usam o celular para tudo, essa tecnologia deve trazer vários benefícios. Com o uso do Wi-Fi 6, é possível assistir vídeos em 8K, mas somente se o provedor de internet oferecer esse tipo de acesso. Além disso, como o consumo de energia será reduzido, a bateria dos smartphones terá uma duração maior, o que facilitará a vida dos usuários.

Devido a esses ganhos no dia a dia das pessoas, a tendência é a de que essa tecnologia se torne cada vez mais popular. Portanto, se você não quer perder participação no mercado e quer se destacar diante dos seus concorrentes, é importante começar a planejar as melhores formas de incorporar esse avanço nos seus serviços, mesmo que de maneira lenta e gradual.

Quais são os impactos para os provedores?

Essa nova versão do Wi-Fi foi desenvolvida para oferecer um desempenho melhor para os seus usuários. Além disso, foi pensada para trazer uma capacidade de rede maior para os provedores de internet, que terão uma cobertura melhor e poderão buscar novas oportunidades para o uso de apps avançados.

Alguns recursos disponibilizados com o Wi-Fi 6 são:

  • os roteadores podem se comunicar com mais aparelhos de forma simultânea;
  • os dados podem ser enviados pelos dispositivos em uma mesma conexão;
  • os dispositivos Wi-Fi podem ser programados para fazer check-in com o roteador.

Com isso, a conexão se torna mais forte e segura. Além disso, é importante destacar que essa nova rede tem a capacidade de lidar com pelo menos 8 aparelhos conectados simultaneamente. Dessa forma, aquele problema de perda velocidade na medida em que mais dispositivos se conectem à rede wireless tende a se tornar um problema do passado.

Como as pessoas estão cada vez mais conectadas, o esperado é que um número maior de pessoas procure por essa tecnologia, na expectativa de ter uma velocidade de conexão maior e de que mais dispositivos possam estar conectados à rede. Por isso, você deve se preparar para essa tendência a fim de oferecer um serviço de qualidade para os seus clientes, certo?

Como se preparar para essa tecnologia?

Agora que você já conhece as vantagens do Wi-Fi 6, é importante saber como a sua empresa deve se preparar para essa nova tecnologia. Isso porque a conexão de vários aparelhos de maneira simultânea já é uma necessidade até mesmo dos ambientes residenciais e não apenas dos corporativos. Por isso, essa inovação deve ser esperada pelo público e você não deve ficar de fora para garantir os melhores resultados nos indicadores de desempenho da sua empresa.

No entanto, é importante ter em mente que os usuários devem trocar todos os seus equipamentos para usufruir dos benefícios do Wi-Fi 6. Como os valores dos dispositivos que têm essa tecnologia ainda não são tão acessíveis no Brasil, possivelmente ainda será necessário um horizonte de tempo maior para que esse avanço seja popularizado no país.

Conclusão

Apesar disso, é importante destacar que os dispositivos mais recentes já têm os requisitos de hardware compatíveis com o Wi-Fi 6 e que essa já é uma tendência mundial. Por isso, você deve ter atenção a esse movimento no mercado para não perder espaço para os seus concorrentes, garantindo o melhor ao seu público.

Como você pode perceber, o Wi-Fi 6 oferece inúmeras vantagens para os usuários, como o aumento da velocidade de conexão e o maior número de dispositivos conectados à rede. No entanto, é necessário que os aparelhos tenham alguns requisitos de hardware compatíveis com essa nova tecnologia.

Atente para os impulsos do mercado e se antecipe para não ficar defasado em relação aos avanços tecnológicos. Afinal, trabalhar com recursos de ponta é um grande atestado da qualidade que a sua empresa oferece, fortalecendo a imagem com o público e garantindo longevidade para o negócio.

Gostou deste post? Entendeu o que é o Wi-Fi 6 e como se preparar para essa tecnologia? Então, compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais para que mais pessoas tenham acesso a esse conhecimento! Afinal, uma conexão com a internet em alta velocidade e sem interferências é essencial para qualquer pessoa, não é mesmo? Esperamos que o conteúdo tenha ajudado você a entender mais sobre essa nova versão da internet sem fio.

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