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Internet de fibra óptica: o que é, como funciona e quais as vantagens?

13 minutos para ler

Um levantamento feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontou que, de 2017 a 2020, a internet de fibra óptica cresceu quase cinco vezes no Brasil. Essa tecnologia já se encontra em 98,8% dos municípios do país e tem a preferência dos clientes devido à sua qualidade técnica e velocidade muito superior à da internet a cabo, a rádio ou a satélite.

Para o provedor de internet , há também vantagens significativas em termos de eficiência de custos, escalabilidade, entre outras. Porém, para usufruir melhor dessa tecnologia te, é preciso contar com uma excelente infraestrutura de hardware e de software.

Quer entender melhor? Acompanhe este guia completo sobre o assunto!

Quais são as principais opções de tecnologia para o fornecimento de internet fixa?

Fibra óptica

Esse tipo de tecnologia de transmissão do sinal de internet representa o mais recente avanço nas telecomunicações digitais brasileiras. Afinal, ela possibilita o provedor oferecer altas velocidades de internet, semelhantes ou superiores às opções que você verá a seguir, mas com uma baixa taxa de latência e um custo relativamente baixo.

E como funciona? Os sinais digitais podem ser enviados por diversos meios. Na fibra óptica, são pela luz — a onda eletromagnética que apresenta a mais alta velocidade com baixíssima interferência de outros meios. Serão os fótons (partículas subatômicas da luz) os responsáveis por levarem os dados digitais binários de um local a outro.

Isso traz vantagens técnicas interessantíssimas, já que a transmissão pode ser feita no vácuo e no ar atmosférico sem exigir um meio sólido de propagação. Na verdade, o sinal não é conduzido pelo fio, como acontece na energia elétrica. Ele é refletido por milhares de espelhos, além de não sofrer grande interferência eletromagnética.

Portanto, o grande diferencial da fibra óptica é a alta tecnologia em que ela é baseada: dentro dos cabos de rede, há dezenas de pequenos fios muito mais finos do que um fio de cabelo, feitos de vidro revestido com duas camadas plásticas.

A primeira é a de refração, a qual evita a perda do sinal pelo trajeto do fio e mantém a reflexão das ondas durante todo o trajeto. A outra é de revestimento, para impedir que os danos físicos atinjam a complexa estrutura de cabos. Em conjunto, elas garantem uma transmissão rápida e com pouca interferência.

Cabo de cobre

Na tecnologia a cabo, a transmissão do sinal digital é feita por meio da corrente elétrica conduzida por cabos coaxiais. Estes são constituídos geralmente por um fio de cobre, revestido por três camadas:

  • a que recobre imediatamente o fio de transmissão é feita com isolante para evitar a condução de energia elétrica para dentro e para fora da estrutura;
  • ela é, então, sobreposta por uma malha de fios finos para a blindagem do sinal, a fim de evitar a influência de interferências externas na qualidade do sinal;
  • por fim, há uma camada plástica externa que dá o acabamento estético ao fio, além de reforçar a proteção mecânica e elétrica.

Essas características determinam as principais vantagens e desvantagens desse modelo de conexão. Por se tratar de condução elétrica, a transmissão é muito mais rápida que a das demais tecnologias, podendo atingir uma velocidade de download de até 1,5 gigabytes por segundo a cada cabo.

Rádio

A transmissão via rádio também se popularizou na metade dos anos 2000. Mas ao contrário das opções anteriores, o sinal chega até o ponto dos clientes por meio de uma tecnologia sem fio. Assim como a luz, o rádio é uma onda eletromagnética. Então, teoricamente, apresenta a mesma velocidade de transmissão da internet de fibra ótica.

No entanto, está mais sujeita à interferência externa em seu trajeto e à perda de potência por interagir com o ambiente físico. Em dias de chuva, por exemplo, a qualidade do sinal pode ficar muito ruim. Além disso, não consegue transportar um volume tão grande de dados simultaneamente, o que deixa a sua velocidade final frequentemente abaixo da banda larga.

Satélite

O satélite também é uma forma de transmissão sem fio com ondas eletromagnéticas. A diferença é que o sinal precisa sair de um ponto, vencer toda a atmosfera terrestre, atingir um satélite e ser devolvido à superfície da terra.

Todo esse processo está sujeito a diversas interferências e limitações de largura de banda. Consequentemente, para atingir a mesma velocidade do cabo e da fibra, é necessário um investimento de infraestrutura muito alto

Por que a fibra óptica permite uma conexão mais rápida e estável?

Para termos essa compreensão, precisamos relembrar alguns conceitos físicos que introduzimos no item anterior. Como vimos, na internet fixa, a transmissão do sinal do provedor de internet até o cliente pode ser feito com ou sem fio. Agora que você já sabe o mecanismo de cada uma, vamos a uma comparação prática.

Largura de banda

A luz, como ferramenta de transmissão de dados, apresenta diversas vantagens em relação a outra tecnologia de banda larga mais comum, como por exemplo o cabo. Por ser uma onda eletromagnética, ela não precisa de um meio físico para se propagar. Como explicamos, os cabos de fibra são ocos e contam com inúmeros espelhos reflexivos.

Já os cabos tradicionais usam a energia elétrica, a qual precisa de um metal (como o cobre) para ser conduzida adequadamente. Eles devem ser maciços, com espessura proporcional à banda que eles transmitem.

Com isso, para uma mesma espessura de fio, a fibra óptica consegue transmitir uma banda mais do que 20 vezes maior do que o cabo para download e de 50 a 100 vezes para upload. Afinal, o cabo não apresenta a mesma velocidade bilateralmente. Isso pode atrapalhar o desempenho de jogos e chamadas de vídeo.

Perda insignificante de potência

Sem o intermédio de caixas, recomenda-se que a distância máxima de um segmento de fio de cobre seja de 100 metros. Já a internet de fibra óptica permite uma transmissão com qualidade estável por dois quilômetros de cabeamento. Isso ocorre devido ao fato de a energia elétrica dissipar sua potência na forma de calor.

Interferência

A luz também não sofre interferência significativa de campos eletromagnéticos produzidos naturalmente. Os cabos, por sua vez, estão suscetíveis ao ruído elétrico. A qualidade do sinal fica comprometida quando eles estão próximos de cabos de alta-tensão, redes de redistribuição e solos metálicos.

Tamanho e peso

A internet a cabo é transmitida por fios de cobre, que é um metal de alta densidade. A largura da banda deve ser proporcional à secção transversal, aquela região que vemos quando o fio é cortado. Ademais, como explicamos, os cabos de cobre precisam de camadas de proteção e blindagem eletromagnética.

Já a luz pode ser transmitida no vácuo e pelo ar atmosférico em altíssimas velocidades, sem demandar camadas de isolante eletrotérmico e blindagem eletrostática. Por isso, a secção transversal dos fios poderá ser 30 vezes menor.

Em comparação com o cobre, um cabo de fibra óptica tem quase 4,5 vezes mais capacidade do que o cabo de aço e uma área de secção transversal 30 vezes menor.

Segurança

As operações com cabeamento elétrico demandam equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos para evitar os riscos de choque nos trabalhadores. Além disso, todo o processo deve ser feito com bastante cuidado e técnica para não provocar acidentes em terceiros ou causar danos a outras redes elétricas.

Como desenvolver uma estrutura para a utilização da fibra óptica?

O desenvolvimento de uma estrutura para o fornecimento de sinal de rede via fibra óptica depende de três pilares principais: as instalações físicas, o hardware e o software. Todos eles devem ser pensados de forma estratégica para que o seu negócio se torne um sucesso em termos de qualidade do serviço e rentabilize mais.

Dimensionamento inicial da infraestrutura tecnológica

O primeiro passo é planejar o local onde ficarão alocados os equipamentos e as operações técnicas. Afinal, será de lá que você receberá o sinal da fibra, fará a gestão da rede e distribuirá para os clientes de acordo com o plano contratado.. Nesse sentido, veja alguns pontos importantes que você deve considerar.

Demanda da região

Antes de tudo, é muito importante começar pelo estudo do mercado. Vai haver procura suficiente para cobrir os custos de instalação de provedor de internet? Se sim, quantos clientes são esperados? Qual largura de banda eles possivelmente contratarão? E quantos quilômetros de fibra será necessário instalar para cobrir o maior número de usuários? Tudo isso deve ser considerado antes de fazer qualquer investimento nesse tipo de tecnologia.

Escolha das instalações físicas

O ideal é escolher um local muito próximo do público que você considerou que vai adquirir melhor os seus serviços. Com isso, o processo de instalação do hardware será mais simples e barato, visto que as quantidades de fios e caixas necessários serão bem menores.

Além disso, será necessário fazer um posteamento por uma extensão menor — serviço que é o principal responsável pelos altos custos iniciais de um provedor de internet. Por fim, um planejamento adequado nesse sentido também evita os riscos relacionados à má qualidade de fornecimento do sinal.

Apesar de o sinal da fibra ter uma excelente resistência à deterioração devido à distância, esse fator torna mais difícil a manutenção e atualização da estrutura da rede quando surgirem tecnologias de transmissão mais avançadas. Afinal, fazer uma substituição escalada de pequenos trechos é muito mais simples do que em grandes extensões.

O primeiro passo é calcular a taxa de penetração. Após delimitar a área de atuação regional, seus estudos de mercado devem apontar qual a proporção de edifícios que vão contratar seus serviços dentro dela. Geralmente, trabalha-se com uma meta de 50%, com pouca variação para mais ou menos. Instale sua infraestrutura pensando sempre em atingi-la.

Por quê? Com uma baixa penetração, há o risco de as caixas de atendimento ficarem muito distantes uma da outra, o que eleva bastante os custos pelo maior consumo de cabo drop. Por sua vez, acima de 60%, uma densidade muito alta de caixas em uma área faz com que a rede fique aglomerada, resultando em um desempenho insatisfatório na velocidade da internet.

Dimensionamento inicial da infraestrutura de hardware

A partir das respostas às perguntas acima, pode-se iniciar o planejamento operacional da infraestrutura de hardware. Para manter a qualidade do serviço e cumprir os deveres contratuais de fornecimento de banda larga, é preciso garantir uma margem de segurança em relação à capacidade nominal dos equipamentos ou cabos. Quando eles trabalham muito próximos ao limite, há uma oscilação significativa do sinal entregue aos clientes.

Nesse sentido, siga à risca o planejamento e tente não extrapolá-lo se a demanda for maior do que o previsto. Tudo isso garante que seu crescimento seja sustentável e que você consiga fornecer um serviço de qualidade . A partir disso, você pode planejar uma escalagem para garantir uma taxa de penetração maior sem comprometer a qualidade dos sinais.

Aquisição dos equipamentos

Por fim, será o momento de fazer uma aquisição estratégica dos equipamentos, que deve levar em consideração os seguintes pontos:

  • escalabilidade — eles devem contar com uma capacidade de expansão e integração significativa de acordo com suas expectativas de crescimento progressivo da taxa de penetração;
  • estabilidade — a escolha de marcas renomadas pela qualidade é essencial para garantir a distribuição adequada do sinal;
  • evolução — o surgimento de tecnologias de hardware e software de gestão é constante na era da transformação digital, então as peças devem estar sempre capacitadas para dialogar e alimentar com dados as funcionalidades de inteligência artificial, internet das coisas e Big Data.

Nesse sentido, confira a seguinte lista básica:

  • opte pela tecnologia GPON, que é a mais avançada no momento;
  • para as taxas de penetração de 50%, é importante seguir uma proporção de banda de 1:64;
  • escolha cabos drops de low friction;
  • adquira dois splitters ópticos, pelo menos (um deles deve ser de 1×8 balanceado sem conector, pois ficará responsável pelas fusões das caixas de distribuição; o outro deve ser conectorizado, pois vai se comunicar com as caixas CTO).

Adquira, ainda:

  • caixas CTO em densidade adequada para a penetração;
  • conectores;
  • ONT/ONU;
  • OLT;
  • OTDR;
  • máquinas de fusão.

Qual a importância de um software de monitoramento da rede de fibra óptica?

Até o momento, falamos bastante sobre a infraestrutura física. No entanto, ela precisa estar amparada por uma excelente capacidade de software para realizar as operações de gestão da rede, como:

  • documentação de todos os equipamentos imobilizados na sua rede;
  • histórico de ativações e lançamentos de fibra;
  • área de projetos;
  • controle integrado de viabilidades técnicas;
  • controle individualizado de plantas reais e plantas em projeto;
  • controle financeiro dos projetos e das redes efetivadas;
  • controle de produtividade e instalação;
  • gerenciamento de disponibilidade técnica;
  • integração com a URA de atendimento eletrônico para que seus clientes realizem diversas ações de autosserviço, dispensando uma grande capacidade de call center;
  • estatísticas de crescimento da rede para que você possa escalar de forma segura com o dimensionamento correto para a sua taxa de penetração em cada região.

A MK tem o software de monitoramento mais avançado do mercado, o MK NetMaps, o qual conta com essas e diversas outras funcionalidades. Ele é integrável ao MK Solutions, que, além dessas tarefas, é capaz de oferecer módulos de:

  • relacionamento com o cliente;
  • controle financeiro;
  • planejamento estratégico;
  • gerenciamento de estoque;
  • controle de recursos humanos e serviços terceirizados.

Todas essas outras funcionalidades são específicas para o modelo de negócios de provedores. Com isso, você terá a internet de fibra óptica mais competitiva da região, associada a custos operacionais mais baixos.

Quer saber mais sobre o nosso sistema, nosso processo de implementação e os treinamentos que oferecemos? Entre em contato com a gente!

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